Marrocos demonstrou sua superioridade, embora tenha pecado na finalização. Contudo, Brahim Díaz assumiu o papel de herói e garantiu a vitória sobre a Tanzânia por 1 a 0, que possibilitou a classificação marroquina para as quartas de final da Copa Africana.
Os anfitriões agora aguardam o vencedor do confronto entre África do Sul e Camarões, nas quartas de final.
Marrocos pressiona, mas não marca
Marrocos era o favorito e contava com o apoio de sua torcida, mas enfrentou uma Tanzânia valente, que começou forte e até poderia ter marcado nos primeiros minutos, com Simon Msuva errando um cabeceio na pequena área.
No entanto, a equipe marroquina começou a aproveitar o espaço concedido pela coragem adversária e foi crescendo no jogo, tendo um gol anulado aos 17 minutos, de Ismael Sabari, por impedimento.
Desde então, a Tanzânia foi perdendo seu ímpeto inicial, o que permitiu a Marrocos assumir completamente o controle da partida, pressionando os adversários em sua defesa.
A equipe marroquina explorou, como de costume, suas alas, onde Brahim Díaz e Abde Ezzalzpuli causavam constantes dores de cabeça, tanto em jogadas de profundidade quanto em movimentos internos. Em geral, Marrocos foi paciente com a bola e frequentemente chegava à linha de fundo para cruzar, reunindo vários jogadores na área, mas sem sucesso.
Brahim resolve
A equipe da casa voltou do intervalo com clara intenção de mudar o rumo do jogo e começou a explorar ainda mais o capitão Hakimi – de volta à titularidade – pela direita, tanto em profundidade, em busca de cruzamentos, quanto nas combinações internas com Brahim Díaz.
Além disso, em meio a vários cruzamentos, foi o lateral do PSG quem criou grande perigo, quando, aos 15 minutos, cobrou uma falta direta na entrada da área e acertou o travessão.
Este lance foi um aviso do que viria a seguir, pois, cinco minutos depois, Hakimi serviu Brahim Díaz – que se tornou o primeiro jogador marroquino a marcar pelo menos quatro gols em uma única edição da CAN – na direita da área, o atacante do Real Madrid driblou um adversário e, de ângulo apertado, chutou para marcar o tão esperado gol de 1 a 0, com o goleiro Hussein Masalanga sendo criticado pela falha.
O gol sofrido obrigou a Tanzânia a mudar um pouco seu estilo de jogo baseado em transições, o que abriu mais o jogo. No entanto, era evidente que a organização defensiva de Marrocos estava num nível superior à criatividade da Tanzânia, facilitando o trabalho de Yassine Bono. Perto do final da partida, a Tanzânia ainda pediu um pênalti, mas o árbitro não marcou e Marrocos saiu vitorioso.
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