No Rio de Janeiro, já é possível ver torcedores argentinos nas praias. Dessa vez, eles não estão tão acostumados assim a viajar pelo clube. Será a primeira partida oficial fora da Argentina do Independiente Rivadavia, e logo no Maracanã… O clube argentino, que vive um ótimo momento, sonha viver seu próprio Maracanazo diante do Fluminense, nesta quarta-feira, às 21h30.Veja TambémFluminense x Independiente Rivadavia – Retrospecto, escalações e onde assistir
Curiosamente, o clube da região de Mendoza tem o uniforme tricolor em sua história. Após mudar o nome de Clube Atlético Belgrano para Club Atlético Independiente no início da década de 1910, os dirigentes da equipe foram até Buenos Aires para definir o novo uniforme e optaram pelas cores tricolores, com branco, vermelho e verde, usadas até o final daquela década.
Com a fusão com o Club Sportivo Rivadavia, a equipe adotou o uniforme azul que hoje se tornou a alcunha do clube – El Azul del Parque. Nos primeiros anos de clube, foi notório o domínio na Liga Mendocina, de Mendoza.
No confuso sistema de ligas do futebol argentino, podemos mencionar as participações do Rivadavia na elite, no então Campeonato Nacional, seis vezes entre as décadas de 1960 e 1980. Desde a implementação da Primera División na década de 1980, o clube só conseguiu voltar a ser ladeado pelos grandes em 2024.
Em 2025, já sob o comando de Alfredo Berti, o Rivadavia, depois de derrubar o River Plate na semifinal, faturou o título da Copa Argentina nos pênaltis em cima do Argentinos Juniors. Foi o primeiro título de elite para uma equipe de Mendoza.
Na atual temporada, o Azul del Parque tem a melhor campanha de todo o Apertura Argentino, com 29 pontos em 13 jogos, e já está garantido no mata-mata. A equipe vem de cinco vitórias seguidas, a última delas no fim de semana em cima do Argentinos Juniors, na reedição da final da Copa.
O Independiente Rivadavia chega ao Maracanã, também, na liderança do grupo na Libertadores, após uma histórica vitória sobre o Bolívar, em Mendoza, na primeira partida internacional da equipe.
Em busca do próprio Maracanazo
Na imprensa argentina, o clichê já apareceu nas manchetes dos principais jornais: O Independiente vai ao Rio em busca do próprio Maracanazo.
O técnico Alfredo Berti não escondeu que será o jogo mais importante da história do clube, mas deixou claro seus objetivos: “jogaremos de igual para igual, assim como fazemos em todos os outros jogos”.
“Vamos ao Brasil para vencer”, fez questão de ressaltar, após a vitória sobre o Argentinos Juniors. Para a primeira viagem internacional de sua história, o clube encomendou ternos confeccionados especialmente pela marca G.Redaelli.
Os torcedores que já aparecem nas ruas do Rio com a camisa da equipe já tem um ponto de concentração definido: o posto 5 da Praia de Copacabana. Na noite de véspera do confronto, os jogadores chegaram a descer até a porta do hotel para participar da festa com a torcida.
Os personagens
Um dos destaques do Independiente Rivadavia é o atacante Sebasitán Villa. Ex-Boca, o colombiano, que já foi especulado no futebol brasileiro, é o líder em assistências do Apertura Argentino, com cinco passes para gol.
Temporada passada, Villa foi o destaque da equipe na campanha do título da Copa Argentina. Ele terminou 2025 com 6 gols e 9 assistências e segue como referência ofensiva da equipe.
Ao seu lado no ataque, ele conta muitas vezes com o paraguaio Álex Arce. Arce já tinha se destacado na segunda divisão pelo Rivadavia em 2023. O jogador recentemente passou pela LDU e chegou a marcar 35 gols em 44 jogos em 2024. Ano passado, voltou para Mendoza.
O Fluminense conta em seu elenco com um ex-jogador do Rivadavia: o zagueiro Juan Freytes. Em baixa com a torcida, mas ainda titular de Zubeldia, Freytes defendeu o clube de Mendoza entre 2021 e 2022.
O jornal local Ovación Uno destacou a ligação que o defensor ainda tem com o clube, já que sua companheira e mãe de seu filho, Magui, é torcedora fanática do Rivadavia. Ela comentou na reportagem como o defensor está encarando o duelo.
“No dia do sorteio, estávamos em casa com amigos e familiares da Lepra que tinham acabado de vir de férias, e todos começamos a gritar de felicidade. Ao mesmo tempo, íamos nos dando conta do que estava acontecendo e foi como se todos os sentimentos se transformassem em uma revolução”, começou por dizer.
“O Juan (Freytes) também está com muitos sentimentos contraditórios, porque ele tem um carinho muito grande pela Lepra e por suas cores. Por outro lado, está a equipe que ele defende hoje em dia e as cores que ele veste. Por isso, é tudo muito difícil”, completou.
Fluminense e Rivadavia se enfrentam às 21h30 nesta quarta-feira, no Maracanã, em busca pela liderança do grupo. O jogo, que já tem tantas histórias em campo, terá a chance de escrever seus próprios capítulos dentro das quatro linhas.
Acompanhe aqui Fluminense x Independiente Rivadavia em tempo real e minuto a minuto.
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