Um início de temporada promissor, uma semana para esquecer. Polêmicas extra-campo, mal estar interno, atuações abaixo do esperado, resultados negativos e torcedores insatisfeitos geraram uma avalanche delicada no maior desafio de Luis Zubeldía até aqui no comando do Fluminense. Uma semana marcada por derrotas que colocaram fim a invencibilidades longas no Tricolor – e do próprio treinador.Veja TambémFluminense x Independiente Rivadavia: Veja como acompanhamosUm ‘Maracanazo’ para chamar de seu: Rivadavia faz história e vence o Flu de virada
A turbulência que se agravou, curiosamente, por um aparente erro de cálculo da diretoria, que acatou o adiamento do clássico contra o Flamengo, agendado para sábado, a pedido do arquirrival. Uma decisão que causou grande fratura com torcedores e com o próprio elenco, que recebeu a notícia um dia antes da data prevista para ocorrer o Fla-Flu.
O adiamento não parecia grande problema para a diretoria tricolor, mas a reação assustou a todos. Entre torcedores, o ato foi visto como subserviência ao rival, maior beneficiado com a decisão. No elenco, além da preocupação com a preparação para enfrentar o Indepediente Rivadavia com menor tempo de descanso na sequência, o grupo perdeu sua única folga prevista em um período de 20 dias, e com desgaste por não terem sido consultados pela direção antes da tomada da decisão.
Em campo, o Fluminense já vinha de dois empates, fora de casa, e contava justamente com a força dentro de casa para recuperar a boa forma. No Fla-Flu, a derrota veio com mal desempenho e colocou fim a uma invencibilidade de 22 partidas como mandante – a primeira com Luis Zubeldía em casa. Uma série recorde.
Depois de tanto tempo de invencibilidade, o Tricolor emendou logo duas derrotas caseiras em série, agora na Libertadores, para o Rivadavia. Desde 2021 o time carioca não perdia uma partida em seu domínio pela competição continental – foram 15 jogos na série, com 12 vitórias e três empates.
O próprio Zubeldía viu uma longa invencibilidade pessoal chegar ao fim na Libertadores, também de 15 partidas. O argentino se despediu ano passado do São Paulo invicto no torneio, com 14 partidas disputadas em casa pelo clube paulista. É também a pior sequência sem vencer – quatro jogos – do argentino no Fluminense, e o treinador fez um apelo ao torcedor para tentar reverter o clima de crise, que caiu como uma tempestade inesperada nas Laranjeiras.
“O futebol é incrível. Essa pressão externa, não sei desde quando surgiu. Há pouco tempo, dez dias ou algo assim, jogamos contra o Corinthians e estava tudo bem. Não sei quando se criou essa pressão externa. Pode ser pela mudança de data do clássico, mas isso é algo que já foi esclarecido. Temos que virar a página, senão terminamos nos prejudicando”, discursou.
“Estar jogando um futebol onde todos estavam contentes, tínhamos uma sequência histórica no Maracanã… A equipe não só ganhava, mas ganhava com argumentos. Há uma comunicação muito boa entre todas as áreas do clube. O torcedor, até pouco tempo atrás, estava gostando de como a equipe jogava. Então temos que voltar a estar juntos nessa etapa. Creio que todos merecemos, apesar da sequência ruim. Merecemos não nos autodestruir, mas o contrário. Sair em frente, mostrar iniciativa, um funcionamento seguro para começarmos a retomar os resultados positivos. Há muito caminho adiante”, comentou.
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