O Palmeiras se recuperou da goleada sofrida na última rodada, contra o Novorizontino. O Palestra enfrentou o São Paulo no Choque-Rei e viu a primeira etapa ser movimentada, mas saiu vencedor dela e ampliou nos 45 minutos finais, para vencer o clássico, chegar à invencibilidade de dez jogos no histórico do confronto e manter a crise no Morumbi.
Com o triunfo, o Palestra assume a liderança momentânea do Paulistão, com 12 pontos em cinco jogos. O São Paulo, em situação adversa, é o 14º com quatro pontos ganhos.
Choque-Rei intenso em Barueri
O São Paulo adotou postura diferente para o Choque-Rei e decidiu pressionar o Palestra nos minutos iniciais, inclusive passando perto do gol aos três minutos, quando Lucca cruzou da esquerda, Luciano resvalou de cabeça e mandou perto do poste. A pressão alta também era uma realidade dos mandantes, dificultando a saída tricolor.
E foi dum erro de saída de bola que saiu o primeiro gol, pelo lado alviverde. Aos sete, Bobadilla tentou passe para Arboleda na zaga, foi pressionado e cedeu a posse. O Palmeiras pressionou, Maurício recuperou a posse, tabelou com Flaco, ajeitou para a direita e bateu rasteiro da entrada, no cantinho. Rafael se atirou, mas não alcançou a bola para evitar o gol.
A vantagem parcial, porém, durou apenas cinco minutos. Enzo Díaz cobrou escanteio pelo lado esquerdo, mandou bola aberta na segunda trave e encontrou Arboleda, que saiu da marcação de Marlon Freitas, subiu alto e testou ao meio. Entre os zagueiros estava Bobadilla, que apareceu para desviar e venceu Carlos Miguel em chute rasteiro. Tudo igual.
O Tricolor Paulista saía bem em contra-ataques de velocidade, e foi assim que a virada quase veio. Enzo Díaz foi lançado pela esquerda, tirou Khellven com um toquinho, chegou sozinho ao fundo e cruzou rasteiro na área. Tapia veio em invasão e saiu cara a cara com Carlos Miguel para chutar, mas mandou para fora e perdeu grande chance.
Apesar dos visitantes terem chances, a equipe alviverde era superior e voltou à vantagem do placar. Com 30, o Palestra aproveitou as linhas altas de marcação e saiu pelo meio. Andreas escapou com espaço e ligou Sosa na esquerda, que encontrou Flaco nas costas da defesa em grande passe. Na cara de Rafael, o argentino bateu de canhota e foi feliz.
Palmeiras mata o jogo rápido
O Palestra manteve o ritmo na segunda etapa e ampliou o marcador cedo. Com cinco minutos, Khellven arrancou da direita, foi pelo meio e ligou Piquerez na outra ponta. O uruguaio levantou na segunda trave e encontrou Flaco López, que testou ao meio. Quem se antecipou à marcação foi o próprio Khellven, que mergulhou e testou ao fundo do gol.
Com o resultado encaminhado, o Palmeiras colocou o pé no freio, mas o Tricolor seguiu indo ao ataque, sem tanto brilho. Mas os comandados de Crespo não mantiveram a boa atuação dos primeiros minutos, não foram eficientes na construção, principalmente pelo meio, e tinha de fazer mais para voltar ao jogo. Faltava, também, capricho no último terço.
Quem chegou com perigo foi a equipe comandada por Abel Ferreira, que renovou as peças e deu mais fôlego ao seu time. Aos 35 minutos, Vitor Roque pegou uma sobra pela direita na entrada e, em seu primeiro toque dentro de campo, soltou o pé. A bola foi no cantinho e explodiu no poste, antes de bater em Rafael e ficar com a defesa tricolor.
Foi só nos acréscimos que o São Paulo criou boas chances e quase descontou. Primeiro, Ferreira passou por dois marcadores pela esquerda e acionou Marcos Antônio na segunda trave, sozinho, mas o meia dominou mal e não chutou. Depois, Calleri recebeu cruzamento na segunda trave e testou firme, mas Carlos Miguel defendeu e garantiu a vitória por 3 a 1.
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