De descendência eslovena, Andrés Vombergar nasceu na Argentina. Nos tempos tumultuados após a Segunda Guerra Mundial, os avós do atleta emigraram para o país sul-americano. E, pouco mais de 70 anos depois, o jogador pode chegar ao Brasil.
O centroavante destro, de 1,87m de altura, fez grande parte da carreira na Argentina. Mas, ao longo de sua trajetória futebolística, Andrés passou por Eslovênia, Rússia, México e pelos Emirados Árabes Unidos, antes de retornar ao país sul-americano. Agora, após duas temporadas no San Lorenzo, o jogador interessa a Vasco, Inter e Corinthians.
Já são dez anos de carreira
Aos 29 anos, Vombergar é pouco conhecido em solo brasileiro, mas tem carreira que chega, em 2026, ao 12º aniversário. Tudo começou em Buenos Aires, em 2014. Depois de passagem inicial e pouco marcante pelo Atlético Fênix, o atacante começou a ter alguma visibilidade em 2017.
Quando defendeu o Club Atlético Los Andes, também da Argentina, por empréstimo da antiga equipe, o jovem ganhou certa projeção. Atuou em apenas duas partidas, mas o desempenho foi suficiente para devolver o atacante ao país de suas raízes. Andrés vestiria a camisa do Olimpia Ljubljana, da Eslovênia, por duas temporadas.
Após 34 jogos, com 15 gols marcados e cinco assistências, além de um título da Liga Eslovena e outros dois da Copa do país, surgiu um desafio maior. Atuar no modesto Ufa, da Premier League Russa, não é algo primoroso, mas dividir os gramados com Malcom, Dzyuba e Azmoun, por exemplo, já representava um salto na carreira.
Depois de três temporadas no maior país do globo terrestre, com 31 jogos e apenas dois gols, o destino o chamou de volta para a Eslovênia, no mesmo lugar onde foi feliz. E para sorrir novamente: em 37 partidas, balançou as redes 14 vezes e contribuiu com quatro assistências. Ah, e mais uma Copa Eslovena para a galeria de troféus.
Durante a pandemia, em 2021, o chamado veio do México. Interessado em Vombergar, o Atlético San Luís desembolsou pouco menos de um milhão de dólares para contar com o atacante, de 26 anos na época. O retorno, ou talvez decepção, veio dentro das quatro linhas: em 22 partidas, marcou apenas dois gols e deixou a equipe para regressar à Argentina, na temporada seguinte.
Rumo ao ‘Time do Papa’
Depois das negativas de Martín Cauteruccio, Guido Carrillo e Adolfo Gaich, o San Lorenzo precisou buscar uma outra alternativa para Jeremías James, que estava lesionado. E, com história na Argentina, Andrés Vombergar era a melhor opção ao Time do Papa, que nada gastou para trazer o atleta.
Na primeira temporada, o argentino-esloveno deu o que esperavam. Após 16 atuações com a camisa azul-grená dos hermanos, Andrés marcou seis vezes e deu uma assistência, tudo para ajudar o clube a terminar o Campeonato Argentino na quinta colocação e a garantir vaga na Copa Sul-Americana na temporada seguinte.
Em 2023, um pé no freio. Vombergar atuou em mais nove oportunidades, mas marcou um gol a menos e auxiliou o clube com duas assistências a mais. Depois de seis meses pelo Al Ittihad Kalba, dos Emirados Árabes Unidos, o centroavante retornou ao Time do Papa, onde fez duas temporadas consistentes.
Em seu retorno, no ano de 2024, entrou em campo 19 vezes, marcou um gol e deu uma assistência. Porém, na temporada seguinte, as redes foram aliadas de Vombergar: nove tentos e um passe para gol em 29 jogos. Foi o artilheiro da equipe que chegou à semifinal do Campeonato Argentino.
Futuro no Brasil?
Vasco, que busca um substituto para a possível saída de Vegetti, Inter, carente de atacante após a venda de Ricardo Mathias, e Corinthians, atrás de um reserva para Yuri Alberto, se interessam pela contratação do atacante de 31 anos, que viu uma mudança para o Brasil com bons olhos, não renovou com o San Lorenzo e ficou livre no mercado.
Além das partidas e gols pelos clubes que defendeu na carreira, Andrés pode, também, se orgulhar de ter defendido sua seleção nacional. Foi convocado três vezes para vestir as cores da Eslovênia e, em amistosos disputados em 2022, 2023 e 2024, um em cada ano, mas não chegou a balançar as redes.
O argentino-esloveno é um atacante de pouca mobilidade. Tem como características principais a finalização e o cabeceio. Mas, antes de tudo isso, é referência e contribui efusivamente na bola aérea.
Não chega a ser dos centroavantes mais rápidos, mas não encontra dificuldades significativas em arrancar com a bola quando necessário. É um camisa 9 clássico. Um bom finalizador, que, quando bem acionado, costuma deixar sua marca. Com ele, o negócio é balançar as redes.
Quem sabe tenhamos o primeiro esloveno (ou mais um dos vários argentinos) no futebol brasileiro…
Subscrever a nossa newsletter

