A boa campanha em 2025 e os altos investimentos recentes elevaram as expectativas no Cruzeiro. Mas a realidade do campo tem sido frustrante para o time comandado por Tite. A Raposa faz um início de temporada preocupante: o pior há 44 anos.Veja TambémCoritiba vira sobre o Cruzeiro no Mineirão; Veja como acompanhamosCoritiba surpreende no Mineirão, vence a primeira no Brasileirão e mantém Cruzeiro em má fase
A derrota desta quinta-feira na estreia caseira no Brasileirão foi mais um balde de água fria para o torcedor celeste. De virada, o Cruzeiro acabou derrotado pelo Coritiba, recém-promovido da Série B e com pretensões e orçamento bem mais modestos para 2026.
Foi a segunda derrota em duas rodadas no torneio, e a primeira não foi menos impactante: uma goleada sofrida por 4 a 0 para o Botafogo.
Mesmo no Mineiro a situação é desconfortável. Foram três derrotas em seis partidas, incluindo um revés doloroso para o arquirrival, o Atlético Mineiro, por 2 a 1.
Ao todo foram cinco derrotas em oito jogos neste início de temporada. É preciso recuar para o ano de 1982 para lembrar de um começo tão ruim para o time celeste. Na época, o Cruzeiro perdeu cinco dos oito primeiros duelos do Brasileirão.
Nem Tite e investimento recorde salvam
É difícil encontrar motivos para a queda abrupta de resultados e desempenho após um 2025 que terminou com o Cruzeiro como terceira força do Brasileirão. Mas havia ao menos uma grande incerteza para a preparação da temporada: como o clube se adaptaria à troca forçada de comando. A saída de Leonardo Jardim, alegando desgaste físico e mental para dar uma pausa na carreira, acabou por trazer um impacto maior do que o esperado na equipe.
A escolha de um nome de peso para o comando – Tite – amenizou os receios iniciais de mudança. Até pelo estilo de jogo mais conservador e com histórico de armar bons sistemas defensivos, uma das forças do trabalho anterior do técnico português. Mas o experiente ex-treinador da seleção brasileira confessou dificuldade em manter o mesmo patamar competitivo anterior, embora o próprio Leonardo Jardim tenha sofrido também com início difícil em sua experiência no Brasil.
O Cruzeiro ainda investiu pesado para 2026. Repatriou Gérson por um valor recorde para o clube de 27 milhões de euros, além de ter mantido Kaio Jorge e Matheus Pereira, apesar do assédio, principalmente ao jovem atacante.
Com a base mantida, um técnico renomado e contratação recorde, o Cruzeiro reforçou as expectativas por um 2026 de sucesso e passou a ser natural candidato à briga pelo título do Brasileirão. Terá de se recuperar do pior início em 44 anos para mostrar que a euforia não foi injustificada.
Veja os eventos da partida no minuto a minuto de ogol.com.br.
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